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Fim de tarde

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Fim de tarde. A fria brisa mais parecia um assopro de tão suave, mal levantava o voo das folhas ao chão. O crepúsculo iniciava-se ao som do meu violão, que tocava sentado ao cais. O silêncio só não era mais bonito que o som da água. Dedilhava o violão aleatoriamente enquanto aguardava-a. O sol se punha detrás dos morros, os pássaros voejavam a caminho de seus ninhos, e casais que ali estavam, retiravam-se.

Noite Perfeita

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Esta é a noite perfeita. A terei para fazer tudo o que sonhei em fazê-la. Temo que a noite não seja o suficiente, uma vez que temos muito que aprender um sobre o outro. Mas o tempo é que menos importa. Minha imaginação não se contém em minha mente, ela precisa ser praticada, precisa de vida. A nossa imaginação. Já está tudo premeditado. Estou sentado à cama aguardando a sua chegada. Creio que esteja tão ansiosa quanto eu.

Felicidade

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Estou andando a caminho de casa, e refletindo. Pensando em como a minha vida poderia ser melhor.

Atrasos

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Hospital. Barulho, gemidos, corredores lotados, e o quarto parece estar cada vez mais distante. Faço uma caminhada dolorosa e infinita por entre as macas à procura do 203. Durante o trajeto, me passa a vida que tive e uma que poderia ter se não fosse o atraso. Uma vida sem timidez, omissões ou arrependimentos. Uma na qual diga tudo o que quiser e puder, sem receio, sem medo. Uma vida perfeita com quem mais ama no mundo. Uma vida, dessa vez, sem erros.

Eis o quarto.